quinta-feira, 19 de setembro de 2013

D2 - A Evolução

Hoje foi o dia de tirar a gaze. Estava tenso pois não sabia o que veria por debaixo da minha tala. Não sabia como eram as cicatrizes. Nem o tamanho, nem o local, nem o estado delas. Dia de mais surpresas.

Após desenrolar mais de 5 metros de gaze e algodão,aparecem as cicatrizes. Não tão grandes e somente duas. Uma maior e outra bem discreta. Ambas limpas e sem inchaço. Que alívio. Junto com isso minha primeira sessão de gelo me trouxe mais um alívio.

Aos poucos a dor da circulação tem diminuído. Ainda incomoda bastante se ficar com a perna abaixada por um pouco mais de tempo.

E como é importante o apoio moral e físico para pequenas ou grandes tarefas em tempo de restrição física e dor. Definitivamente o indivíduo individual independente sobrevive mas terá uma vida pior do que um indivíduo com pessoas que o apoiam. É dividir para multiplicar. São apoios inesquecíveis.

Com isso tudo ainda doi qualquer tipo de movimentação. Mas já dá pra sentir uma evolução. Já consigo dar mais passos antes do limite da dor. Consegui passar um tempo maior sentado e trabalhando um pouco. Achei poderia me locomover para o trabalho amanhã e também ver meu filho mas com certeza não dá. Pois acho que não consigo ainda chegar ao elevador.

Vamos ver como será a evolução de amanhã.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

D1 - A Dor

Depois de uma noite surpreendentemente tranquila. Vem a maldita lição, aquela nos ensina de forma inesquecível e cruel. A dor.

Minha maior dor ainda não é nos ossos ou no joelho. Mas acho que é uma dor de circulação. Ao baixar a perna e tentar fazer um pequeno apoio parece que circula ácido pelas veias e artérias. É uma dor de localização ampla na região anterior da perna oposta à panturrilha. Engraçado né...uma área que não tem a ver com a cirurgia....aparentemente. E o alívio vem rápido desde que deite e eleve a perna (como na foto). Ou seja, mesmo em trajetos curtíssimos tipo do banheiro à cama que são uns 5 passos demoro um tempo pra fazer negociando com a dor.

O médico falou pra nunca se movimentar com a perna pendente sempre fazer um pequeno apoio no chão. É esse apoio que doi. Mas já descobri que apoiar o calcanhar doi menos do que a outra ponta. E assim vamos indo.

Meus outros aliados são os remédios. São 4 no total.  Todos contra dor. São eles: Dolamin em ciclos de 8h, Toragesic em 6h,  Bi profenid em 24h. Além do Paratram, um remédio controlado para tomar com muita dor com intervalo mínimo de 6h.

Ontem pulei o banho. E hoje vou tirar as faixas e a tala para começar o gelo. São 5x ao dia em sessões de meia hora.

No mais tenho ficado sonolento. Tenho tentado ler mas acabo dormindo. Acho que a cabeça tá comportada. Minha única ansiedade é de voltar a trabalhar logo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

D 1/2

Minha perna esquerda voltou a mexer. Ai como é bom.... E também o meu pé direito...mas o pinto...mortinho mortinho...tomara que volte um dia......ahahahh

Situação bizarra de hoje foi a seguinte: tava eu com vontade de fazer xixi mas não estava conseguindo. Aí meu filho chegou pra me ver... brincamos um monte. ..ai resolvi levantar o lençol. ...tava todo mijado.....não senti nada...e o pior tava com a bexiga cheia e com dor...e nada de conseguir mijar....até que resolvi apertar a bexiga....mais um chafariz de xixi....sem sentir nada....maior doideira. E foi assim...empurrando a bexiga que fiz meu xixi. Agora acabei de fazer um sozinho...sem empurrar a bexiga. ..ai que delicia...

Nenhuma dor ou enjôo. Um pouco de dor na lombar pelo colchão mole....

Daqui a pouco vou tentar dormir...

Sentimento de paz e sensação de ter feito a coisa certa e cheio de energia dos beijos e carinho do meu filho e das pessoas que querem o meu bem de coração.

D0

Acabei de chegar do centro cirúrgico. Pernas dormentes. Nao consigo mexer nenhum dedão do pé. Muito menos o pé. Sensação doida.

Parece que cirurgia foi boa e rápida. Um sucesso. Me lembro vagamente de tomar a anestesia raqui e uma dose extra dormonide na veia. ...não vi mais de nada.

Sigo chapadao e sonolento. Fuiiiiii

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Operação

Ao longo do tempo desde a ruptura tenho feito fisioterapia e exercícios específicos que tem me ajudado a não sentir dor e restringir as limitações de movimento impostas pelo rompimento. Assim como criar fortalecimento para uma melhor cirurgia e recuperação. Obrigado Fernanda.

Um aperitivo para o longo ciclo de fisioterapia que terei que encarar.

A data da cirurgia foi marcada. No dia seguinte do meu retorno de NY. Será numa segunda dia 16 no Samaritano. Preferia que fosse mais perto do final de semana. Mas...será no dia do que tiver que ser. Parece que o plano já aprovou tudo. Vamos ver se não teremos zica de véspera.

Por ora é isso...diretamente de dentro do avião.

domingo, 8 de setembro de 2013

Nova Viagem

Acabe nem relatando as sensações da viagem anterior...

Estou eu embarcando novamente. Agora a trabalho, mas quando se gosta do trabalho e de viajar...é mais um momento de lazer.

Desde a minha chegada da Itália muitas coisas aconteceram.

Fiquei quase uma semana com meu filho sozinho. Foi uma oportunidade que a vida me deu...mais uma surpresa.

Descobri algumas coisas...
- Poder cuidar e curtir o seu filho é algo maravilhoso é uma sensação, uma integração sensacional...uma troca indescritível.
- Viver com o filho entorpece. Se não se cuidar perde o contato com a realidade. Perde se o contato com seus próprios objetivos e motivações. Elas acabam se misturando com as do filho. E levando a perda da individualidade de ambos.

....

domingo, 11 de agosto de 2013

A Viagem

Uma viagem é sinônimo de surpresas. É a revelação de novas sensações, visões, experiências. Nada sai exatamente como planejado, essa é graça da viagem. Aliás, essa é a graça da vida.

Pensei muitas coisas durante a viagem, mas não tive muita vontade de escrever. Agora, dentro do avião de Milão para Roma, me deu vontade.

Vou escrever fora de ordem cronológica ou sentimental. Vou tentar me lembrar das surpresas e das sensações que me acompanharam.

Fui interrompido pois estava quase pousando em Roma. Estou retomando só agora e já estou quase chegando ao Rio. Mas vamos às sensações que foram geradas pelas surpresas

- muita raiva - depois de viajar por mais de 11h voando e mais umas 2 horas dirigindo e depois de andar uns 30 minutos meio perdido por uma cidade com calor de 40 graus, dei de cara com a porta do hotel fechado. Que na verdade eram uns quartos num prédio residencial. E o dono só fica lá em alguns horários específicos.

...

Esse post ja ficou velho...e incompleto mas vai assim mesmo